E sou assim... meio moleca, meio séria...

Meio culta, meio popular...

Meio extrovertida, meio tímida...

MEIO CANÇÃO, MEIO POESIA!

quarta-feira, 7 de março de 2012

As efemeridades



“Eu escolhi você ficar
Eu escolhi você aqui
Eu escolhi você passar
Perpetuar dentro de mim”

E tudo começou assim, com simples versos infantis. Mas quando há vida, história e verdade, a profundidade é muito maior do que se pode ver. É certo, há pessoas que conhecemos que precisam de dedicação, como dizia o Pequeno príncipe. 

Mas a vida tem ganhado cores de Almodóvar, sons de Tulipa e gritinhos de Filipe Catto.  Tenho conhecido pessoas singulares e plurais. Pessoas que não somente me divertem e me ensinam, mas me levam a sentir esse mundo além dos prédios e obrigações – ou seria o mundo dos prédios e obrigações com cores e tons diferentes? VIDA!

- Pessoas, as tenho escolhido para fazer parte da minha vida hoje!
Parte, pedaço, fatia da vida que tenho. Sei lá por quanto tempo vou durar. Mas hoje duro, ou me desfaço a cada instante. E enquanto sou, existo e escolho, fiz o compromisso de sugá-las para a minha história. Mas sem canudinhos. O negócio requer intensidade. E assim tem sido. E mesmo que eu ainda sim exista, lá no futuro, distante ou não, amanhã ou depois, terei elas – e os momentos – sempre comigo. São as relações construídas através dos sorrisos, do novo, do respeito ao diferente, do comum no que você achava ser tão diferente... É a vida, bonita e surpreendente. Coisa linda de Deus!

Essas são as pessoas efêmeras, passageiras, transitórias. Mas que ao mesmo tempo podem perdurar na nossa história e permanecer a partir das lembranças.Toda adolescente tem, no fundo, o desejo de ter histórias para contar. Opa! Eu já tenho várias. Nem todas publicáveis... Não porque escondo ruindades, mas porque os momentos, quando ditos, não são os momentos, mas a descrição dos momentos. E os momentos são muito, muito melhores de serem vividos do que ditos. SUPER!


sábado, 3 de março de 2012

E então, voamos...

Ela suavizou a voz, olhou com seus olhos lindos de "gatinho do Shrek", aproximou-se da minha orelha direita e disse:
- Madrinha, posso levar seu livro pra minha casa?
- Mas você ainda não sabe ler, meu bem!
- Eu sei... Mas é um livro...


Isso aconteceu alguns minutos depois de assistirmos juntas a este curta. Não resisti. Ele se foi!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Vida e morte, corpo e alma

O corpo pode morrer por muitos motivos, mas a alma só morre por falta de amor. 
Laniér Rosa

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Versos em papel de pão


Alguma coisa move o mundo. Algo, certamente, move as pessoas. Nossos sentimentos, pensamentos... tudo precisa de um início, de um motivo para ser e continuar sendo.
As amizades precisam de encontros, risadas, confissões. Os amores precisam de beijos, abraços, gestos de carinho. As famílias precisam de conversas, companheirismo e de paciência. Os colegas de trabalho precisam de profissionalismo, respeito e competência. Os músicos precisam de técnica, vontade e sentimento. E o poeta precisa viver diferente. Olhar diferente. Sentir diferente. E isso provavelmente não é forçado. O ser poeta é ser um pensador do comum, o olhar do ângulo diferente.
Mas e para ser um escritor? Escrever, digo, bem e de modo que toque, que mude a vida de quem lê. Que os faça dar sorrisos sem perceber, ou arrancar-lhes lágrimas dentro de ônibus, ou no meio de praças de alimentação de shoppings movimentados. Li em um romance, esses dias, um trecho que dizia que *“um verdadeiro escritor, um escritor nato, escreve palavras em sacos de papel, no verso de passagens de ônibus, na parede de uma cela".
E isso só me leva a crer que o escritor é o grande observador do mundo. É aquele que para e olha enquanto todos correm. Aquele que respira profundamente enquanto os outros mal se lembram de comer. O escritor toca e cheira as flores ao invés de somente admirá-las. Ele anda descalço e experimenta. O escritor também faz tudo isso dentro de casa. É um grande imaginador. E, acima de tudo, não é um egoísta, porque divide seus sentimentos com todos. Partilha suas tristezas e alegrias, verdades e ficções, amores vividos e sonhados. O escritor, creio eu, deva ser o semeador que lança suas sementes e que tornam o mundo mais florido.

(* O livro do trecho citado é Um dia, de David Nicholls)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Inspira, expira


Ar puro. Eis algo que é raro entre nós urbanos. A gente corre o tempo todo. Corre quando não precisa correr e diante de tudo isso, esquece de respirar fundo. Há alguns meses, coloquei um despertador diário no meu celular que dizia “respire fundo”. Sim, eu precisava que um alarme tocasse para que eu pudesse me lembrar disso. Até minha respiração é apressada.

Então descobrimos que o feriado é especial não somente porque não temos a obrigação de acordar cedo ou  bater metas. Mas é a oportunidade que ganhamos de respirar fundo, levantar com calma, espreguiçar na cama, ficar de pijama até a hora do almoço, e sabe-se lá que horas sai o almoço. É o dia de respirar. De comer devagar. De olhar para os cantos da casa. De colocar a leitura em dia. De tomar café sem pressa. De sentar em frente a TV e zapear. 

Isso é qualidade de vida! Boa alimentação, exercícios, tudo isso é necessário. Mas nenhum médico deve discordar de mim quando eu digo que respirar bem é fundamental para tudo o que fazemos – ou até quando não fazemos nada, como nas férias ou longos feriados.

Porém, não aguardemos o próximo feriado para fazer isso. Agora é possível. Respire fundo. Sinta o ar entrando, rodando, saindo. Sinta seus ombros levantando, seus pulmões se enchendo, e o arzinho que vai embora pelo nariz. Respire fundo.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Até você se lembrar


Não é por nada que este blog tem meio canção no nome. As canções, a música toca o coração, e especialmente o meu. Não precisa de chave. É como a dona da casa, ou do prédio. É dona e entra. Não precisa porque, para que e nem quando. Apenas faz o que quer e vai embora. Mas, algumas vezes, ela [a música] insiste em permanecer e repetir várias vezes as palavras pintadas por notas musicais, e liga o replay como a mãe que aconselha.  Vai tirando nossa força... não há mais como fugir. Já fomos fisgados pelos ingredientes que combinam perfeitamente entre si: voz, instrumentos, melodia, letra, situação.

Depois de ler a letra dessa música, entendi porque ela insistira em permanecer no meu coração. Um brinde a descoberta musical do ano (por enquanto).


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Sou confiável, sou doida


Que controle tenho eu sobre o que ainda não me aconteceu? E sobre o já acontecido, que segurança posso ter de que minha memória seja justa, de que minhas lembranças não tenham sido corrompidas? Quero e não quero a mesma coisa tantas vezes ao dia, alterno o sim e o não intimamente, tenho dúvidas impublicáveis, e ainda assim me visto com sobriedade, respondo meus e-mails e não cometo infrações de trânsito, sou confiável, sou uma doida.

(Os lúcidos, do livro Coisas da vida – crônicas – Martha Medeiros)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Caio Fernando Abreu passou aqui em casa


A gente ignora o desastre, corre os riscos, assume as consequências e, mesmo assim, não alcança o que quer. 
Então, a gente muda. É isso... a gente muda!
A gente se permite mudar. Ser surpreendida.
A gente se permite ser feliz!
E para isso, é preciso desapegar. 
Parar de olhar para trás é andar com mais convicção para frente, para o futuro.
É isso... mudança!
(Laniér Rosa)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Viver dá trabalho



Perguntas... são elas que movem o mundo. São elas que movem a nós, seres pensantes e insatisfeitos. As questões que rondam a minha cabeça agora estão diretamente relacionadas ao sentido mais profundo e verdadeiro do que é a felicidade.

Se procurarmos no google, acharemos desde frases lindas rodeadas por flores e corações, pessoas sorrindo, pulando, fazendo caretas.

Eu não sei definir a felicidade. Não que ainda não a tenha experimentado, mas defini-la... bem, nos últimos tempos tenho definido a verdadeiro felicidade como instantes esplendorosos que deixam frutos por um bom tempo. Instantes sublimes e cheios de novidades e diversão, discussão e resultados, perguntas, respostas e, por vezes, o silêncio de quem reflete...

Uma das melhores sensações que já experimentei é de que não estou vivendo a vida por viver. Estou vivendo de verdade, com toda a intensidade e entrega que lhe cabe. Com toda a dedicação que é necessária, e a abertura para o novo, o desconhecido.

Não me esqueço do meu endereço. Sei aonde estão as minhas raízes. Mas como é bom ir para longe de “casa” às vezes. E quando uso o termo casa, falo das nossas seguranças... nosso porto seguro.
Eu não diria que sou o tipo de pessoa intensa nas ações. Mas viver tem me dado muito trabalho. Viver bem! Viver de verdade! Viver para fazer história.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Exigentes, nós?


Poxa, é sério. Custa? Pode gostar de ouvir qualquer música desde que, dentre elas, exista algumas com letras reflexivas ou possibilidades de ouvi-las deitada no chão. Tipo U2, ou Coldplay, ou Djavan - para abrir as possibilidades. Legião Urbana?

Sério! É pedir muito gostar de assistir a um pôr de sol, ou gostar de passear no parque, ou assistir a um bom filme (no cinema ou em casa)?

Não precisa ser nenhum cientista genial ou passar em 1º lugar no vestibular da UnB. Mas a gente quer uma conversa sincera, humor inteligente, discussão sobre atualidade ou uma opinião própria (pensar + questionar= opinar).


Pode até assistir BBB e gostar de sertanejo. Mas custa também gostar de ler (qualquer coisa), ir ao teatro de vez em quando(pode ser comédia) ou se preocupar mais com o futuro (para o seu próprio bem)?

Daí, quando pedimos isso, as pessoas dizem que pedimos muito. Que nós mulheres exigimos demais . EXIGIMOS DEMAIS? Se for pedir muito um pouco disso num companheiro... porran...

sábado, 28 de janeiro de 2012

Muda eu, muda você

É sobre mudança que eu quero falar hoje. É que eu olho no espelho e vejo uma pessoa diferente da que via há quatro anos. Muita coisa mudou. Muita coisa melhorou. Muita coisa piorou. Perdi muitas coisas. Ganhei muitas coisas. E que fique claro, não gostaria de voltar a ser quem eu era, porque quem eu fui é menos madura de quem eu sou agora.

Mas, por alguns instantes, a gente parece carregar uma culpa de não ser aquela pessoa cheia de convicções e puritanismo. Um alguém que via, com muita esperança, a mudança do outro. Isso não cessou. Continuo acreditando nas mudanças e nas melhoras. Mas meus olhos já viram muitas coisas que me fizeram repensar em outras.

Eu sei, eu sei. Isso tudo parece muito confuso, como se eu estivesse falando em códigos. Mas sempre escrevo no blog na intenção, não que as pessoas me conheçam mais, mas se conheçam mais. O que ficou para trás?

Quero dizer: muitas coisas ficaram... eu, de alguma forma, fiquei. Mas vim também... andei para o futuro como é inevitável fazer, e hoje, compreendo melhor algumas coisas. Mesmo assim, ainda olho para trás (e insisto em olhar para trás). Ainda fico analisando aquela pessoa que fui. Aquele ser que um dia olhou-se no espelho e se achou capaz de, um dia, salvar multidões. Eu ainda reconheço no espelho um pouco da menina da canção, da composição, da poesia. Ainda consigo ver, em algum lugar, uma vontade tremenda de salvar – com o olhar, com um abraço, com conselhos ou com canções.

Porém, quem sou também me agrada. Eu sou mais humana hoje, e isso me permite alcançar os meus iguais. A gente muda. O mundo muda. Tudo muda. E toda vez que escuto “A lista”, de Oswaldo Montenegro, tenho ainda mais convicção disso. Quem eram os seus amigos há 10 anos? Quem era sua paixão? Quais eram seus desejos? O que era impossível?
É sobre mudanças que queria falar. Mas talvez não seja a mudança que realmente incomoda, e sim o apego. O apego que a gente tem ao que fomos, ao que tínhamos, ao que queríamos...

Eu aprendo, quando pego um punhado de areia nas mãos e percebo que, apesar de ter força, inteligência e mãos muita maiores que aqueles grãos, que sou incapaz de segurá-los por muito tempo, de ter o controle sobre aquela areia que, aos poucos, escorrega e me lembra que tudo passa, tudo muda, e a gente muda.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Felizardo, um machista infeliz




Estava eu aqui na minha sala, aproveitando o conforto das minhas novas almofadas pink e resolvi ligar a televisão. A novela é “Aquele beijo”, e o personagem é um nordestino ignorante, falso e chato que, ironicamente, se chama Felizardo. Interpretado, e muito bem, pelo ator Diogo Vilela, Felizardo é a caricatura de um nordestino machista.


Eu sempre disse que não sou feminista. Não que eu vá contra todos os princípios, mas não concordo em totalidade, então prefiro não ser etiquetada assim. Mas Felizardo me incomoda. É mais que ignorante... é desrespeitoso. Grita com a mulher, a xinga e manda nela como quem manda num cachorro, e tudo isso parece ter um tom cômico. Alguém quer que a gente ria disso. O problema é que eu não achei graça alguma do que vi. É, certamente, um personagem que representa o tipo de homem que eu abomino.


Tenho sangue nordestino. Aliás, difícil saber quem em Brasília não tenha. E por isso mesmo não aceito essa caricatura ridícula e machista. E claro que sei que novela é ficção. Mas daí querer rir disso? 


Que tipo de mulher ri de um homem que trata sua semelhante como cachorra? Óh, droga! Menos de 3 segundos e eu já sei a resposta. Um monte de mulheres que carregam o cérebro na calcinha, ou no decote. Elas riem quando chamadas de cachorra. Mas eu também conheço muitas – e muitas – mulheres que não admitem isso. E não devem mesmo. 

Eu não aceito a falta de respeito, seja qual for a relação: afetiva, de amizade, família. Nem por homem, nem por mulher, afinal, respeito é bom, e todo mundo gosta!

Então, Felizardo, você não é um homem, é um rato. 

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More