Estava eu aqui na minha sala, aproveitando o conforto das minhas novas almofadas pink e resolvi ligar a televisão. A novela é “Aquele beijo”, e o personagem é um nordestino ignorante, falso e chato que, ironicamente, se chama Felizardo. Interpretado, e muito bem, pelo ator Diogo Vilela, Felizardo é a caricatura de um nordestino machista.
Eu sempre disse que não sou feminista. Não que eu vá contra todos os princípios, mas não concordo em totalidade, então prefiro não ser etiquetada assim. Mas Felizardo me incomoda. É mais que ignorante... é desrespeitoso. Grita com a mulher, a xinga e manda nela como quem manda num cachorro, e tudo isso parece ter um tom cômico. Alguém quer que a gente ria disso. O problema é que eu não achei graça alguma do que vi. É, certamente, um personagem que representa o tipo de homem que eu abomino.
Tenho sangue nordestino. Aliás, difícil saber quem em Brasília não tenha. E por isso mesmo não aceito essa caricatura ridícula e machista. E claro que sei que novela é ficção. Mas daí querer rir disso?
Que tipo de mulher ri de um homem que trata sua semelhante como cachorra? Óh, droga! Menos de 3 segundos e eu já sei a resposta. Um monte de mulheres que carregam o cérebro na calcinha, ou no decote. Elas riem quando chamadas de cachorra. Mas eu também conheço muitas – e muitas – mulheres que não admitem isso. E não devem mesmo.
Eu não aceito a falta de respeito, seja qual for a relação: afetiva, de amizade, família. Nem por homem, nem por mulher, afinal, respeito é bom, e todo mundo gosta!
Então, Felizardo, você não é um homem, é um rato.




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